Caminho de Compaixão para o Falecido

Realizamos esta prática de transferência de consciência, conhecida emtibetano como "Powa", em benefício de alguém que tenha falecido recentemente. Tradicionalmente é realizada no período de quarenta e nove dias após a morte.
Antes do início do ritual, começamos arrumando oferendas e outros apetrechos. Se as oferendas são pequenas ou grandes, dependerá da quantidade dedicada pelos familiares do falecido. Utilizar o dinheiro da pessoa falecida é um método poderoso de aumentar seu mérito e de capacitá-la a estabelecer conexões especiais com os seres sagrados.

Em um pedaço de papel desenhamos um lótus. No centro da flor, escrevemos com tinta vermelha a letra inicial do primeiro nome do falecido e desenhamos um dossel sobre ele. Colamos o papel em uma vareta para representar uma bandeira e colocamos a bandeira-nome em um recipiente apropriado, como um pequeno vaso. Na frente deste, colocamos uma fotografia ou desenho do falecido, para simbolizar sua presença.

Em um pires, arranjamos uma colher de sopa de gergelim preto no formato de um escorpião e providenciamos fogo em um pequeno recipiente utilizando, preferencialmente, carvão. A bandeira-nome, as sementes de gergelim e o fogo devem ser dispostos em uma mesa à frente de nosso assento. Finalmente, colocamos uma pequena vela em pé em um pires, na frente da foto do falecido.
Agora, com uma mente de forte compaixão por todos os seres sencientes em geral e pelo falecido em particular, iniciamos a sadana.

Uma explicação completa e habilidosa da prática do powa pode ser encontrada no livro Vivendo Significativamente, Morrendo Alegremente.

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